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  • Nael Rosa

Nova Ponte do Costa poderá ficar pronta ainda em 2018


Foto: Bruno Strelow

Foram décadas de lutas que uniram bandeiras partidárias rivais, poderes executivos de legislaturas diferentes, empresários, e um setor que teve papel preponderante na finalmente mudança de situação: a imprensa. Ela registrava e tornava o problema público para o Estado ano a ano, protestos não só na travessia, mas como também no entroncamento da BR 293 com a ERS 702, acompanhava comitivas ao Palácio Piratini, pressionava parlamentares da região e secretários, registrava bloqueios quando as crateras surgiam na base da ponte e, infelizmente, também dezenas de acidentes, alguns deles com óbitos.

Assim pode ser resumida a verdadeira saga enfrentada por alguns piratinienses para que hoje nós tenhamos um cenário diferente ao lado e a beira da estrutura da arcaica estrutura de ferro.

Na ultima semana, nossa reportagem registrou ao mesmo tempo duas situações que representam um quase passado e um promissor futuro: enquanto três funcionários do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens- DAER, perfuravam o asfalto deteriorado para após tapar mais um buraco de significativas medidas, ao olhar para esquerda já não encontram mais a vasta vegetação que cresceu dentro do raso rio. No local, agora, uma máquina prepara a base para receber os pilares de sustentação da ponte em ferro e concreto. Mais a frente, contêineres, muita ferragem e homens trabalhando nas peças menores também em concreto que serão usadas futuramente.

O engenheiro responsável pela obra Juliano Locateli, da Traçado Construções, que não se encontrava no canteiro por estar viajando, foi acessado por nós via celular, mas argumentou não poder se manifestar transferindo a responsabilidade das informações ao DAER.

Conversamos então com o engenheiro civil Jorge Antônio de Oliveira Oleques Jr responsável por revelar, por exemplo, que foi encontrada a poucos metros do solo uma rocha que impediu a continuidade de parte do planejamento.

- Essa rocha está sendo analisada por nós, mas os primeiros resultados são positivos, e quando terminarmos os testes esses dirão se é possível pousar os pilares sobre ela, ou seja, se a rocha suportará o peso ou se teremos que detona-la – explicou Jr.

Do Encarregado de pessoal no canteiro de obras, Ivanir Fronteira, conseguimos extrair outra informação que vai frustrar os desempregados de Piratini esperançosos de que, com o avanço da obra, dezenas conseguissem fazer parte do processo de construção.

- Hoje são dez funcionários trabalhando mais o setor administrativo, e a empresa pretende tocar toda a ponte com no máximo 16 profissionais – revelou o encarregado.

O motivo dessa redução é a evolução da engenharia. As vigas e pré-lages a serem usadas que no passado eram construídas no local da obra, hoje estão sendo fabricadas no pátio da empresa com sede em Erechim e, depois de prontas, percorrerão 540 quilômetros de asfalto até onde serão instaladas.

Segundo o engenheiro Oleques Jr, o contrato com a Empresa Traçado é de um ano e meio, mas a mesma está otimista que entregará a ponte que começou a ser construída em novembro de 2017, em 12 meses no mínimo e 18 máximo.

A nova ponte terá 8,5 metros de largura, dividida entre duas pistas de rolamento, sendo assim será de pista dupla e terá 156 metros de cumprimento.

Alívio

Ao ser indagado pela reportagem Eu Falei, o empresário Willian Westermann, um dos que lutou junto aos órgãos competentes para a realização da obra que já não era nem mesmo mais objeto de sonho, sentiu-se aliviado ao saber e perceber que o pesadelo terá fim.

Sócio proprietário e também administrador de uma empresa de armazenamento de grãos que são produzidos em Piratini e também de outras cidades, como: soja, milho, cevada e, além disso, sementes, adubos e rações diversas, o que totaliza anualmente entre 70 e 80 mil toneladas passando sobre a Ponte do Costa, ele celebra entre outros fatores a tonelagem que hoje é de 24 e subirá para 45.

- A questão do peso nos atrapalha muito. Se fossemos levar à risca o que é determinado, teríamos que usar caminhões menores, o que elevaria muito o custo do frete, o que com o fluxo de caminhões que temos é inviável. Eu já estou contente porque nossos veículos pesados não terão mais a prerrogativa de não poder passar na travessia com nossas cargas – disse Westermann que ampliou: - Atualmente temos encontrado problemas com alguns transportadores, que para não sofrerem prejuízos e transtornos não mandam mais suas cargas para a empresa, e por fim, mesmo que não tenhamos mais aumento da capacidade da rodovia, só o fato de não termos mais os transtornos com a ponte vai nos auxiliar e muito –