• Nael Rosa

Semana Farroupilha 2018 terá 11 dias de duração


Este ano bem mais cedo com relação a 2017, define-se a realização da Semana Farroupilha de Piratini que acontecerá de 13 a 23 de setembro nas dependências do Centro de Eventos Erni Pereira Alves. No pregão eletrônico que definiu a empresa que estará à frente somente a, A.W Eventos, sediada no município de Formigueiro, se inscreveu para organizar o maior evento do calendário de festas da capital farroupilha.

Segundo o prefeito Vitor Ivan Rodrigues, a prefeitura não viu outra saída a não ser terceirizar novamente os oito dias onde a cultura gaúcha é enaltecida, devido ao sério problema orçamentário que o município atravessa o que inviabiliza investimentos que não sejam em setores cruciais da máquina pública.

“Tivemos mais uma vez pelas dificuldades que todos sabem construir uma parceria com uma empresa privada para que os festejos se tornem realidade nos mesmos moldes do ano passado que, registe-se, deu certo” disse Rodrigues.

Ele lembrou que entre os entraves estão dívidas com prestadores de serviços e a dificuldade imensa com relação ao transporte escolar que novamente começou o ano letivo com inúmeras falhas.

Não posso fazer retiradas vultosas dos cofres públicos para direcionar para lazer, mesmo sabendo da importância para população e para cidade e até para região da Semana Farroupilha de Piratini. É importante que a festa aconteça e que enalteça a questão cultural e também comercial, tendo um impacto na economia de Piratini” explicou.

O valor com a qual a A. W. Eventos venceu o pregão foi de 45 mil reais, 20 mil a menos que o valor oferecido e aceito por um consórcio de promotoras em 2017, mas vai realizar a festa em parceria com a MC Produção e Representação, uma das três que formaram o consórcio que torou possível a festa em 2017.

Já está confirmado inclusive os passeis de helicóptero, uma das grandes, talvez a maior atração no evento passado em que por um determinado valor as pessoas puderam conhecer a cidade história de uma vista aérea.

O prefeito disse que a prefeitura ainda pensa em retomar a execução do evento, mas para isso tanto o governo estadual como a União, esferas também em crise financeira, precisarão voltar a incentivar eventos culturais, o que já não ocorre há algum tempo, sendo esta ausência de estímulo a principal responsável por uma crise em festivais e atrativos do gênero.

“Este ano novamente será com responsabilidade, mas sem dinheiro público. Estamos nos recuperando de uma situação orçamentária bem complicada e precisamos fomentar setores essências e primários, e não a festa que já não conta com incentivos financeiros da CEEE e CORSAN, por exemplo”, encerrou.


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