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  • Nael Rosa

Guastucci sai e Ronaldo Castro assume presidência da SRP


Valdeci Guastucci encerrou na sexta-feira, 06, sua gestão como presidente da Sociedade Recreio Piratiniense (SRP) quando durante a posse da nova diretoria e a exposição dos números, mesmo singelos, comemorou estar entregando a Ronaldo Castro, novo gestor, uma entidade com as contas não só em dia, mas dinheiro em caixa.

Ele lembrou que quando assumiu, em 2014, a SRP estava mergulhada em dívidas, sendo que para apenas um fornecedor devia 40 mil reais. Essa e outras pendências, inclusive uma judicial, foram colocadas em dia e a estrutura também passou por inúmeras melhorias.

“À época em que assumi fui questionado qual era ou quais eram as prioridades. Respondi que, sem dúvida seria recuperar a credibilidade e o patrimônio do clube que nem mesmo conta em banco possuía mais. Opino que junto com toda a equipe conseguimos atingir o objetivo, assim os motivos são para comemorar”, disse Guastucci.

Para que as contas estejam em dia, todos os presentes à mesa diretora concordaram que eventos em parceria, os chamados terceirizados, foram e por algum tempo talvez continuem sendo a sustentabilidade da sociedade.

Foi citado, por exemplo, o “Balada Prime”, festa que há três anos usa as dependências da SRP e essa parceria em uma das edições rendeu 9 mil reais.

É positivo, deve e vai continuar, mas para Castro é pouco para solucionar o principal problema na arrecadação: a ausência de sócios.

“Assumimos com a saúde financeira em dia, isso é bom, mas daqui para frente precisamos planejar como dotar a entidade de atrações que não sejam somente estas festas em parceria, já que não temos sócios por não termos quase nada a ofertar”, opinou.

Entre os atrativos para ter uma receita mensal, está à reativação do anexo do clube, também chamado de boate, segundo o presidente inativo devido a ausência do Plano de Proteção e Combate a Incêndio (PPCI).

Esse anexo é imprescindível, um motivo para os futuros sócios virem à sede, é um lugar mais aconchegante e mais reservado para eventos de menor porte”, ampliou.

Durante a exposição das receitas e despesas mês a mês, de janeiro de 2017 e março de 2018, ficou claro que o carnaval continua sendo o fator que esvazia os cofres da sociedade, pois é continuamente, e há anos, fator de prejuízo.

Pouquíssimo público e bandas com cachês elevados demais para a realidade da entidade integram o cenário de saldo negativo ao final de cada folia de momos.

Para tentar ao menos num primeiro momento amenizar essa situação, o presidente entende que o carnaval precisa ser pensado o ano inteiro e que em sua época deve sim ser discutido com outros promotores de eventos que realizam bailes da mesma natureza, colocando para os mesmos a importância de colaborarem com a saúde financeira da SRP.