• Nael Rosa

Desabastecimento: combustíveis terminam ainda hoje em Piratini


Em Piratini, os reflexos dos protestos dos caminhoneiros que nesta quinta-feira entrou no quarto dia começaram a ser sentidos já na noite de ontem, 23, quando um dos três postos da zona urbana parou devido a ter zerado o estoque de todos os três tipos de combustível diariamente disponibilizados. Hoje pela manhã o estoque de gás da empresa se limitava a oito unidades de botijão P13.


E a cidade deverá ficar sem diesel e gasolina já nesta sexta-feira. “Se motoristas não fizerem filas de carros, ou seja, uma correria aos nossos dois postos, acredito que o que ainda temos nos tanques deve dar até hoje à noite”, informou Kérlon Farias, sócio proprietário de duas abastecedoras na cidade.


Ele acrescenta que conseguiu manter a venda até agora porque quando a paralisação teve inicio os três caminhões das empresas estavam carregados, e como novas cargas devido ao bloqueio se tornam impossíveis, a cidade deverá ficar desabastecida até o fim do protesto para queda no preço do diesel.


Marcos Weege, sócio dos dois maiores supermercados do município prevê o inicio do desabastecimento para sábado.


“Ainda não está complicado porque esta é a semana que antecede ao final do mês, mas mesmo assim, frango, frios e hortifrutigranjeiros, itens que por serem perecíveis ou com data de validade abastecemos semanalmente, devem ser zerados”, vislumbra Weege.


Em contato com a reportagem, o prefeito Vitor Ivan Gonçalves Rodrigues, o Vitão, disse que já na segunda-feira o transporte escolar que recolhe alunos no interior deve cessar suas atividades enquanto não houver uma solução. Mas, esta não será a única área atingida.


“Lamentamos, mas quem tem consulta eletiva marcada para Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre se não houver uma reversão do quadro com relação aos bloqueios, a reserva de óleo diesel que temos será usada para serviços básicos como a coleta de lixo e para transportar pacientes que fazem hemodiálise, radioterapia e quimioterapia, portanto os demais não poderão, ao menos com a estrutura da prefeitura, obedecer aos agendamentos”, explicou. “Depois disso a situação poderá ser caótica e se persistir por muito tempo haverá um agravante muito grande inclusive para a vida”, ampliou.

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