• Douglas Dutra

Jovem do "Brasil que eu quero" diz que movimentos sociais estão enfraquecidos


A geração da piratiniense e estudante do curso de Licenciatura e História da UNOPAR, Bruna Nunes Moura, 21 anos, é uma das que ainda não presenciaram o desenvolvimento do Brasil, e sim, está entre aquelas que veem o pleito de outubro se aproximar e não conseguem chegar a um consenso entre os nomes pré dispostos a governar a nação dado a desconfiança gerada pelos desvios de caráter noticiados diariamente pela imprensa.

Bruna participou recentemente do quadro Brasil que eu quero, que na Rede Globo mostra pessoas residentes nos municípios de todo o território nacional e que falam dos seus anseios a partir do novo ciclo, principalmente presidencial que começará em janeiro de 2019.

Em seu vídeo que foi ao ar na última semana, ela também, assim como a grande maioria dos participantes, escolheu falar sobre corrupção e depois que o mesmo foi veiculado a jovem que reside na zona rural conversou conosco sobre os desvios de conduta que atingem uma parcela significativa dos que tem o poder de mudar a realidade da nação.

“A sensação é de frustração ao ver nosso país definhar sob o controle da corrupção. Como futura historiadora tenho vergonha de um dia entrar em uma sala de aula para explicar tantos atos de impunidade”, falou a universitária.

Ela conta que o conteúdo que estuda remete a um orgulho porque aborda um povo heroico e glorioso, o que hoje não tem mais fundamento, pois atualmente não há nada de heroísmo e sim, uma nação que acabou se acovardando diante o triste cenário atual e justifica esse comportamento atual de quase inércia dos brasileiros.

“Tudo que se apresenta de 15 anos para cá mostra que os movimentos não têm mais força, não há patriotismo, aquele sentimento de ir às ruas para reivindicar um país melhor, já que hoje as pessoas são movidas somente pelo lado financeiro e tiram proveito para ganhar mais em cima de uma situação que prejudica a maioria”, opina Bruna que aponta como exemplo a recente greve dos caminhoneiros, quando em na sua visão a maioria de quem comercializa alguns produtos essenciais correu para superfaturar os mesmos e ainda a falta de união da população fez com que o movimento fracassasse.

Com relação ao futuro a ser determinado pelas urnas, para presidente, senadores, governador e deputados será a estreia de Bruna nas urnas, e dúvida é o que sobra em sua análise.

“Sinceramente não sei se haverá um candidato disposto a lutar por nós, por um país justo e que realmente queira combater a corrupção doa a quem doer e isso me entristece. O sentimento de impotência diante de tudo isso é imenso”, arremata.


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