• Larissa Moraes e Nael Rosa

Práticas alternativas através do SUS reduzem uso de medicamentos


Uma vez por mês e, há três anos, o aposentado Volmer Teixeira ocupa um dos consultórios da Unidade Básica de Saúde da Vila Nova, local aonde vai à busca do alívio para as dores que sente nos músculos e ainda para a ansiedade.

Ele é um dos pacientes de Chana Espíndola, funcionária concursada da Prefeitura de Piratini e formada em farmácia e bioquímica, mas que, voluntariamente, o que significa sem nenhum acréscimo de salário, atende nos quatro postos de saúde da área urbana e ainda no Cancelão, grupos de pessoas que não encontram na medicina tradicional o alívio total dos sintomas, musculares, ósseos ou psicológicos.

Chana atua com as chamadas práticas integrativas, o que nesse caso se traduz no uso em seus pacientes de técnicas da medicina tradicional chinesa, como por exemplo: acupuntura, ventosa, aurícula terapia e mocha bustão.

“Somente com as visitas ao médico eu não estava encontrando solução para minhas dores nos músculos e também para a minha ansiedade. Usar remédios não adiantou quase nada, mas depois do inicio do tratamento aqui eu estou muito melhor”, declara Teixeira.

Chana diz que, pelo Sistema único de Saúde (SUS) essa pratica existe desde 2008, mas no caso de aplicação das mesmas em Piratini a Secretária Municipal de Saúde foi pioneira.

“No município não tínhamos, mas hoje as desenvolvemos com o envolvimento e apoio das enfermeiras e Agentes de Saúde. E já é possível notar a redução no uso de medicamentos como, por exemplo, os anti-inflamatórios e os remédios para dor, busca que eu presencio constantemente na farmácia da prefeitura”, destaca a farmacêutica, acrescentando também que essas técnicas de relaxamento complementam o tratamento dado pelos fisioterapeutas e pelos médicos", conclui.


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