• Nael Rosa

Médicos concursados serão realocados para cobrir momentaneamente a falta dos cubanos


Suprir a falta dos quatro médicos cubanos que ainda atendem em Piratini, mas que não mais estarão à disposição a partir da segunda quinzena de dezembro, é o grande desafio do secretário municipal de saúde Diego Espíndola.

A decisão de Cuba de se retirar do Programa Mais Médicos devido a críticas e exigências do presidente eleito Jair Bolsonaro, faz com que o município seja só mais um a ter que se desdobrar para cobrir a lacuna deixada pelos profissionais passíveis de elogios dados pelo titular da pasta.

“Fazem um grande trabalho, voltado para a medicina preventiva, inclusive nos bairros da periferia, o que nos permitiu chegar a 100% de cobertura de saúde da família, o que temo agora volte à estaca zero”, disse Espíndola.

Para ele, enquanto não ocorre a reposição a ser feita pelo Ministério da Saúde que já abriu edital para este fim, a medida a ser tomada para não deixar os postos Central, do Cancelão, Vila Nova e Padre Reinaldo sem um profissional atendendo, será remanejar médicos concursados pelo município que hoje atendem outras áreas.

“ Momentaneamente o que nos resta é realocar três profissionais para estes bairros da cidade que no momento são atendidas pelos médicos que nos foram fornecidos pelo programa federal, mas concordo que teremos uma perda, pois a formação dos cubanos faz com que eles façam um trabalho diferenciado”, amplio o secretário que classifica a atual situação como triste e preocupante.

“ É lamentável, mas não há o que ser feito além disso. Nos resta reorganizar com o que temos para dar retaguarda as pessoas e esperar o que vai acontecer, mas estou preocupado”, finalizou Espíndola.


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