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Mais três acusados de ataque a jovem judeu em 2005 são julgados em Porto Alegre

Em setembro, outros três homens foram condenados por tentativa de homicídio. A estimativa é que o júri dure dois dias. Outros três acusados devem ir a julgamento, mas sem data definida ainda.

Começou às 10h desta quinta-feira (22), em Porto Alegre, o julgamento popular de mais três acusados de tentar matar um jovem judeu em 2005. Eles foram denunciados por tentativa de homicídio triplamente qualificado de Rodrigo Fontella Matheus, tendo entre as qualificadoras motivo torpe, já que o crime foi cometido exclusivamente por discriminação.


Em setembro, outros três homens foram condenados pelo mesmo crime.


O primeiro a ser ouvido é um homem que estava com Rodrigo na noite do ataque. Depois dele, serão interrogadas as testemunhas de defesa e, na sequência, os réus. A estimativa é que o júri dure dois dias. As defesas dos réus Daniel Vieira Spark, Israel Andriotti da Silva e Marcelo Moraes Cecilio convocaram 10 testemunhas para depor em plenário.

"Fui visitar o Rodrigo no hospital e ele tinha perfuração no pulmão. Foram quatro ou cinco perfurações. Ele me disse que apanhou até desmaiar", recorda o amigo. "Eu não acreditava que eles iam nos atacar. Eu e o Rodrigo saímos correndo e eu entrei num bar, já levei um soco nas costas e caí. Os garçons me acudiram", acrescenta, sobre o dia das agressões.


"Eu só voltei a usar quipá em Israel. Aqui não uso mais. Deixei de usar por segurança", diz.


Segundo a denúncia, na madrugada do 8 de maio de 2005, Rodrigo Fontella Matheus, Edson Nieves Santanna Júnior e Alan Floyd Gipsztejn caminhavam pela esquina das ruas Lima e Silva e República, no bairro Cidade Baixa, na capital gaúcha, quando foram atacados por um grupo de skinheads, de ideologia neonazista.


Os agredidos usavam quipá, pequeno chapéu em forma de circunferência, usado pelos judeus. O grupo de agressores estava dentro de um bar quando avistou os rapazes em frente ao estabelecimento.


A denúncia de tentativa de homicídio contra Edson Nieves Santanna Júnior e Alan Floyd Gipsztejn foi desclassificada para lesão corporal e prescreveu.


Várias pessoas chegaram a ser listadas como rés nos processos, mas nove foram acusadas formalmente pelo crime.

Outros três acusados, Leandro Comaru Jachetti, Leandro Mauricio Patino Braun e Valmir Dias da Silva Machado Junior

também respondem pelos mesmos crimes e aguardam data do julgamento.

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