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Após atingir Bahamas, furacão Dorian segue em direção à costa dos EUA

Após atingir as Bahamas com ventos de quase 300 km/h e provocando chuvas torrenciais, o furacão Dorian se aproxima lentamente da costa sudeste dos Estados Unidos. O Centro Nacional de Furacões (NHC) estima que a tempestade passará "perigosamente perto" da costa da Flórida entre a noite desta segunda-feira (2) e a madrugada de terça-feira (3).


No domingo, estados da Flórida, Geórgia e Carolina do Sul declararam estado de emergência e ordenaram que moradores da costa deixem suas casas.


Na Flórida, a medida atingiu Palm Beach e o condado de Martin. Na Geórgia, seis condados foram atingidos. Já na Carolina do Sul, 800 mil pessoas foram orientadas a se deslocar.


Dorian se desloca lentamente, a apenas 7 km/h, o que indica um potencial de dano maior, já que os ventos fortes permanecem sobre a região por mais tempo.


Em Washington, o presidente Donald Trump se reuniu com os diretores de gestão de emergências e disse que "isto parece monstruoso".


"Esperamos que boa parte da costa leste receba o impacto ou parte do impacto de forma muito, muito severa", disse o mandatário, que cancelou a viagem à Polônia no fim de semana para monitorar a situação.

Bahamas O furacão de categoria 5, com ventos sustentados de 295 km/h e classificado como "catastrófico" pelo NHC, tocou a terra ao meio-dia de domingo (horário local) na ilha Elbow, que faz parte das Ilhas Ábaco, no noroeste das Bahamas. Até o momento não há informações sobre vítimas no arquipélago formado por 700 ilhas.

O NHC, com sede em Miami, informou que ao tocar a terra em Bahamas o Dorian igualou o recorde de furacão mais potente do Atlântico, ocorrido na mesma época do ano em 1935. Ele foi batizado Dia do Trabalho (que se comemora em setembro nos Estados Unidos).


Moradores de Ábaco enfrentam as consequências das enchentes e meteorologistas do NHC alertaram para ondas de cinco a sete metros de altura e rajadas de vento de mais de 350 km/h.


Há relatos de casas destruídas. Segundo a agência Reuters, as casas da ilha são construídas para suportar ventos de até 241 km/h – menos do que as rajadas de vento provocadas pelo furacão. Alarmes de carros soaram por toda a ilha, onde já se vê metais retorcidos.


"Estamos enfrentando um furacão (...) como nunca vimos antes na história das Bahamas. Provavelmente, é o dia mais triste da minha vida", disse Hubert Minnis, primeiro-ministro do arquipélago, que começou a chorar durante a entrevista coletiva.

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