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Abastecimento de água segue estável em Piratini, mas campo ainda sofre com a estiagem

Nos últimos dias, a cobertura intensa sobre o coronavírus tirou o foco de outra pauta de grande importância: a estiagem. Segundo gestor da CORSAN em Piratini, Danilo Vaz, o abastecimento de água na cidade segue estável, e, mesmo com níveis mais baixos, o arroio que abastece a área urbana continua sendo o suficiente para atender à demanda.

Foto: Douglas Dutra

Em Pelotas, segundo matéria publicada na edição desta segunda-feira (30) do Diário Popular, foram apenas 100,4 mm de chuva entre dezembro de 2019 e fevereiro deste ano, fazendo deste o verão com menos chuva desde 1893. A barragem Santa Bárbara, que abastece Pelotas, chegou a 2,82 metros abaixo do nível do vertedouro.

Em Piratini, a estiagem segue castigando. Segundo os dados mais recentes da EMATER, as perdas aumentaram ainda mais nas últimas semanas. No milho, as perdas chegam a 90% e cereal já é escaço até mesmo para a alimentação animal. Na soja, as perdas já estão em torno de 80% dos 40 mil hectares de área plantada. Nas oliveiras, uma cultura emergente no município, as perdas também já são de 80%. Já a redução nas pastagens causa impacto na pecuária, com redução de 60% na produção de leite, e os impactos na bovinocultura e na ovinocultura começam a ser sentidos, com redução no ganho de peso e na fertilidade. Após um mês de março rigorosamente seco, as expectativas são de um abril melhor, com precipitação prevista acima da média histórica. Segundo as previsões meteorológicas, a chuva deve se concentrar nos primeiros dias do mês.

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