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Eduardo Leite anuncia renúncia ao governo do RS


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse, nesta segunda-feira (28), que renunciará ao cargo e que permanecerá no partido. A data, seis meses antes das eleições, é o prazo estabelecido pela legislação eleitoral para que um político deixe um posto no Executivo a fim de concorrer a outro cargo, além da reeleição.


"Eu não estou saindo, eu estou me apresentando", disse.


Apesar de ter sido derrotado nas prévias do PSDB à Presidência da República, o governador segue cotado para disputar o cargo. Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (23), Eduardo Leite aparece com 1% das intenções de voto no cenário sem o governador de São Paulo, João Doria.


O paulista afirmou neste domingo (27) que a articulação de parte do PSDB que querem tirá-lo da disputa presidencial na eleição de 2022 é um "golpe" e uma "tentativa torpe, vil, de corroer a democracia e fragilizar" o partido.


Leite, que não disse a qual cargo pretende concorrer, afirmou ter telefonado para João Doria antes do anúncio de renúncia.


"A renúncia me abre muitas possibilidades e não me retira nenhuma. Então, é importante dizer, a lei eleitoral exige que nós estejamos fora de um cargo executivo, a não ser que a única alternativa que se visualize seja a da reeleição", comentou.


Sem mencionar Leite, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nesta segunda que as prévias do partido devem ser respeitadas. O governador do RS, todavia, deixou em aberto a possibilidade de concorrer à Presidência, caso partidos aliados assim deliberem.


"As prévias são legítimas, nós respeitamos as prévias. Mas nós estaremos diante de uma discussão que envolve outros partidos políticos", ponderou o gaúcho.

Assim, o vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), assumirá o Palácio Piratini. A transferência do cargo deve ocorrer na quinta-feira (31).


A última vez que um governador do RS renunciou ao cargo para concorrer a outro posto foi em 1990, quando Pedro Simon (MDB) ingressou na disputa por uma vaga no Senado. O vice Sinval Guazzelli (MDB) assumiu o Palácio Piratini na época.


Cenário eleitoral

Entre fevereiro e março deste ano, Leite foi cortejado pelo PSD. As colunas de Julia Duailibi, Natuza Nery e Andréia Sadi, no g1, trataram da possibilidade de o governador deixar o PSDB. No entanto, no domingo (27), o gaúcho comunicou o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que não ingressaria na legenda.


O comentarista Gerson Camarotti noticiou que, a líderes tucanos, Eduardo Leite deixou claro seu desejo de se candidatar à Presidência da República. O blog de Ana Flor antecipou a informação de que integrantes do PSDB enviaram uma carta ao governador, para que permanecesse no partido. O gaúcho se disse "sensibilizado" com o movimento.


Ranolfo Vieira Júnior assume o governo podendo ser o indicado de Leite para representar seu projeto político nas eleições estaduais.


A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), que foi vice e sucessora de Eduardo Leite no município, também é cotada. Contudo, ela negou, nesta segunda, o interesse em concorrer. "Agradeço aos líderes do meu partido e da sociedade que cogitaram meu nome para disputar o governo do estado, mas decidi completar meu mandato, meu trabalho e minha missão", disse.


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