• Douglas Dutra

Homem com Covid-19 em prisão domiciliar nega ter saído do isolamento

O homem do casal infectado por coronavírus em Piratini, de 38 anos, preso em domicílio na manhã da sexta-feira (27) sob acusação de ter saído do isolamento, nega as acusações. Em nota divulgada neste sábado (íntegra abaixo), ele afirma categoricamente que não saiu do isolamento domiciliar. O diagnóstico positivo para coronavírus foi confirmado na quinta-feira. Ele prefere manter seu nome sem ser divulgado, pois teme mais prejuízos a sua imagem pessoal. Na nota, ele diz que mesmo sem ter apresentado sintomas, entrou em contato com a vigilância sanitária no dia 18 de março, relatando ter estado em situação de exposição ao vírus, e que está resguardado desde então. Segundo ele, no momento em que foi ciente das acusações publicadas em rede sociais, entrou em contato com responsáveis pela vigilância sanitária para afirmar que estava, sim, em casa. Ele diz ter sido confundido com uma terceira pessoa, saudável, e que está recorrendo judicialmente da prisão domiciliar, e que tomará providências jurídicas contra os que estão envolvidos na acusação, que afirma ser falsa. Leia a íntegra: NOTA DE ESCLARECIMENTO Diante dos últimos acontecimentos envolvendo a minha pessoa, pertinentes às supostas alegações de que no dia 26 de março de 2020, última quinta-feira, estaria circulando por farmácias e supermercados, expondo pessoas a riscos da COVID-19, venho a público buscar restabelecer a integridade de meu nome e de minha família, esclareço: SÃO INVERÍDICAS as declarações contidas na denuncia. Primeiramente, ressalto que entrei em contato com a vigilância sanitária de Piratini, por precaução e para orientação no final de tarde do dia 18 de março. Neste primeiro contato NÃO TINHA SINTOMAS DE COVID-19, sendo que o contato foi realizado, considerando a solicitação de teste por outra pessoa que esteve junto na viagem e também nos lugares por onde passamos. Procuramos desde então, o resguardo nosso, de nossos familiares e pessoas com as quais poderíamos entrar em contato físico ou próximo. O teste da COVID-19 foi realizado as 18:30 do dia 20 de março de 2020, sendo que a partir deste momento recebemos a informação verbal de que deveríamos manter o isolamento social e assim foi feito e está sendo feito. O resultado do exame, após cobranças de minha parte frente à vigilância sanitária, chegou ao meu conhecimento na quarta-feira dia 25 de março às 21h por telefone, com divulgação no dia seguinte. Informo, desde já, que NÃO recebi nada por escrito, inclusive o resultado do exame. Na quinta-feira, dia 26 de março pós 22h recebo a informação que um cidadão, funcionário da Prefeitura Municipal de Piratini vinculado à Secretaria da Saúde, realizou publicação que teria me visto andando tranquilamente pela cidade inclusive em mercado, nesse dia. No mesmo instante, em torno de 23h, realizei a identificação do funcionário, print da publicação e comentários, enviei para meu contato na vigilância sanitária para esclarecimento e/ou providências junto ao referido caluniador. Para minha surpresa, na manhã do dia seguinte, 27 de março às 7h da manhã, sou acordado, com ordem de prisão domiciliar sob a alegação que eu estaria espalhando Coronavírus pela cidade. Não tive oportunidade de proferir nenhuma palavra no ato da notificação, tão pouco (sic) recebi qualquer documento referente ao que estava sendo acusado. Dez minutos após a ocorrência policial, o caso já estava sendo noticiado pelos principais canais de rádio e televisão. Sabe-se que vários populares estão fazendo confusão sobre quem é a pessoa que está com a COVID-19, estão confundindo terceira pessoa saudável que anda na rua, comigo, que estou em completo isolamento social. Afirmo que, as providências judiciais cabíveis para o momento estão sendo tomadas. Muito em breve os fatos e erros cometidos vão ser esclarecidos e, todos os envolvidos de forma dolosa terão que responder perante a justiça. Será buscado também publicidade equivalente a oferta acusatória. Por fim, reafirmo que sempre mantive o completo isolamento social, recomendado pela autoridade de saúde, da mesma forma que já vinha fazendo antes da ordem judicial. Piratini, 28 de março de 2020. Atenciosamente, Ora Investigado

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