• Douglas Dutra

ONG Amigo do Bicho pede ajuda

A ONG Amigo do Bicho, que atua em Piratini na proteção aos animais de rua há 14 anos, procura um local para abrigar as dezenas de cães que atende.

ONG protege cães de rua há 14 anos. Foto: divulgação

A entidade busca um pequeno sítio próximo da cidade para abrigar os animais em melhores condições, em um ambiente que não fosse incômodo para áreas urbanizadas. Para isso, precisa da doação do espaço ou de aproximadamente R$ 500 mil para aquisição do local.

Segundo Carla Kramp, da ONG Amigo do Bicho, o novo canil construído pela Prefeitura não possui condições para abrigar os animais permanentemente. O local não possui água encanada ou poço artesiano que garanta o fornecimento contínuo de água para os cachorros, além de possuir abrigos pequenos e sem cobertura.

No entanto, Carla garante que, mesmo nestas condições, o espaço pode ser aproveitado para a castração dos cães quando for entregue pela prefeitura.

Nesta quarta-feira (9), a Câmara de Vereadores aprovou uma solicitação do presidente da casa, o vereador Manoel Rodrigues (Progressistas) para a destinação de parte dos recursos do duodécimo à ONG Amigo do Bicho.


A administração do prefeito Márcio Porto (MDB), no entanto, negou a possibilidade de repassar o valor à ONG ou doar alguma propriedade, relatou Carla à reportagem.


O executivo afirma que o novo canil deve ser inaugurado ainda este ano. Um paliativo à falta de água apresentado pela prefeitura foi a instalação de três caixas d’água para consumo dos animais e higienização do local, enquanto a Corsan não faz a ampliação da rede. Essas caixas precisariam ser abastecidas constantemente por caminhão-pipa para que não falte água.


Sobre o novo canil, o prefeito Márcio Porto afirma que já estão sendo feitas as melhorias. “Toda a parte que o promotor pediu que readequasse já está se adequando. Acho que no início do mês já estará tudo organizado”, diz.


Para concretizar a ideia de oferecer um local com bem-estar aos animais, Carla conta com a sensibilidade das pessoas. “Quem sabe aparece uma boa alma e doa um pedacinho de terra”, afirma.


“Por favor, cuidem dos seus bichos, evitem que procriem e não abandonem. Se fizessem isso, não tinha cachorro nenhum abandonado. Acho que falta muita compaixão, porque tem muita crueldade, irresponsabilidade e descaso”, diz Carla.

O valor que a câmara sugere ser repassado à ONG se refere à sobra do duodécimo, que é o valor que o poder executivo deve repassar ao legislativo. Caso esse valor não seja utilizado pela Câmara em seus gastos correntes, retorna à Prefeitura, e os vereadores não têm poder para decidir o destino desta sobra. O legislativo pode sugerir a destinação do valor, mas o executivo não é obrigado a seguir a sugestão.


Quem desejar ajudar a ONG pode entrar em contato com Carla Kramp, pelo 51 9941-1188.


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