• Douglas Dutra

Secretaria de Desenvolvimento Rural quer incentivar produtos locais

Na primeira semana à frente da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Piratini, o engenheiro agrícola Fabrício Lucas conversou com a reportagem da Nativa nesta quarta-feira (6) sobre os principais objetivos da gestão no âmbito rural.

Fabrício é engenheiro agrícola e assumiu secretaria no governo Márcio Porto

O principal objetivo da gestão é implantar o SIM (Serviço de Inspeção Municipal), órgão vinculado à pasta responsável pela inspeção e fiscalização da produção de produtos feitos no município para que possam ser vendidos no comércio local.


“O foco da secretaria é dar toda a estrutura que for possível para que a pessoa que tem sua produção de queijo, de ovo, de mel, por exemplo, possam ter a certificação para colocar seu produto à venda no mercado de forma legal”, diz Fabrício, que também destaca a intenção de fomentar a criação de abatedouros dentro do município.


O secretário aponta que já existe uma legislação de 2001 no município que estabelece os regramentos para o SIM, no entanto, ela precisa ser revista e atualizada para ser aplicada à nova realidade.


Fabrício cita como exemplo de aplicação do órgão o município de Canguçu, que tem agroindústrias e abatedouros de bovinos e aves licenciados através do SIM.


Com isto, o objetivo da Secretaria de Desenvolvimento Rural é, em conjunto com as demais secretarias, criar uma identidade de Piratini. “A grande ideia do prefeito Márcio é criar produtos que tenham uma identidade de Piratini”, realça o Fabrício.


Além do SIM, o secretário também aponta a intenção de fechar parcerias com o Sindicato Rural para, com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), para detectar as demandas das associações do interior do município, e oferecer cursos de capacitação. “A gente quer trazer essa integração para qualificar os nossos produtores”, destaca Fabrício.


Estiagem

Neste primeiro momento, a prioridade vem sendo o combate à estiagem. Segundo o secretário, os tanques usados para a distribuição de água estão estragados, e os caminhões usados também necessitam de manutenção.


Fabrício afirma que a estiagem este ano não é tão grave quanto no ano passado, quando o município decretou situação de emergência, “mas a situação é muito preocupante, porque nós ficamos sem recursos e equipamentos para poder atender as pessoas. Se os equipamentos estivessem com a manutenção em dia, nós teríamos condições de atender à demanda”, afirma o secretário.


Para evitar a seca no futuro, Fabrício diz que a administração quer deixar em dia esses equipamentos e a construção de poços artesianos em pontos estratégicos para o consumo humano.


“A gente vai correr atrás não pra fazer o paliativo, mas pra tentar achar a solução. A solução é a construção de poços artesianos para pelo menos fazer um reservatório para fazer a distribuição”, destaca o secretário.


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