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Reflexos no mercado Piratiniense: hortifrútis são escassos e supervalorizados

 

Gondolas vazias ou quase vazias, alface a R$ 3,00, tomate ao valor de R$ 8, 45 o quilo  e cebola a R$ 7,46, são exemplos em Piratini dos reflexos da paralisação dos caminhoneiros, que impedem o deslocamento de cargas no país. Os preços acima fazem parte de um levantamento que nossa reportagem realizou na manhã desta segunda-feira, (28/05), em cinco fruteiras ou supermercados do município.

 

Entre as outras faltas estão ovos, frios e cortes de frango, como coxa e sobrecoxa, restando em apenas uma das unidades que estivemos a versão do frango inteiro, mas também já estava no final.

 

Cozinhar já está sendo um desafio para a população, pois nas cinco revendas de gás de cozinha não há mais nenhuma unidade de botijão P13. O Diesel e a gasolina que haviam terminado nos quatro postos ainda na quinta-feira, 24, retornaram na noite de ontem, 28, em uma das abastecedoras.

 

“Com escolta da Defesa Civil e da Polícia Rodoviária Federal conseguimos abastecer em Rio Grande e passar pelo bloqueio em Pelotas com 15 mil litros de gasolina, 15 mil litros de diesel comum e 5 mil litros de diesel S10”, contou Kérlon Farias, proprietário da abastecedora que teve fila de 300 metros e espera de até cinco horas para por combustível no tanque.

 

Alguns serviços já estão comprometidos ou ficarão a partir de quinta-feira, caso a greve não termine. É a situação do deslocamento para Pelotas e Porto Alegre da frota da Secretaria Municipal de Saúde.

 

“Como já havíamos anunciado no fim da semana passada, as saídas de Piratini para pessoas que tem consultas eletivas, ou seja, com especialistas, não poderão ser realizadas com nossos carros para que as pessoas cheguem até as mesmas. A prioridade é para quem faz quimioterapia, radioterapia e hemodiálise, mas em virtude de nossa pouca reserva de diesel, somente transportaremos esse tipo de paciente até quarta-feira”, informou o secretario de saúde Diego Espíndola.

 

A empresa Expresso Embaixador, suspendeu o horário das 11h30h que até então saia de Piratini e também de Pelotas, o que vai perdurar até o retorno da normalidade. Já a Viação Santo Expedito, responsável por transportar os moradores do Cancelão, bairro distante dez quilômetros da sede do município, reduziu um dos horários e está realizando apenas quatro viagens diárias, mas conforme informou Gustavo da Rosa Alves, o diesel estocado permite rodar apenas até sexta-feira, 1º de junho.

 

Outro setor muito afetado é o da educação. Estudantes da zona rural estão sem aulas desde a última sexta-feira, 25, e assim permanecerão até a regularização. Ontem, segunda-feira, também as escolas estaduais não funcionaram.

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