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Polícia faz operação contra quadrilha suspeita de furto e abate clandestino de gado no RS

27/11/2018

Segundo a polícia, grupo abatia os animais nas propriedades, sem nenhum cuidado sanitário e com crueldade. Carne era transportada em carros para abatedouros clandestinos e depois era comercializada em pequenos mercados da Região Metropolitana.

 

A polícia realizou uma operação, na manhã desta terça-feira (27), contra uma quadrilha suspeita de furtar, pelo menos, 500 bovinos na Região Metropolitana de Porto Alegre nos últimos sete meses. Segundo as investigações, o grupo abatia os animais nas propriedades, sem nenhum cuidado sanitário e com crueldade. Foram presas 19 pessoas – 17 preventivamente e duas em flagrante.

 

Mais de 200 policiais participaram da ação, que ocorreu em Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha, Esteio, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo. O total de mandados de prisões preventivas eram 24, além dos 30 mandados de busca e apreensão, totalizando mais de 100 ordens judicias. Sete suspeitos não foram localizados.

 

Imagens divulgadas por um policial mostram que um animal foi abandonado pela quadrilha após ter sido machucado (veja o vídeo acima). As autoridades encontraram o bovino durante as buscas, em Cachoeirinha.

 

De acordo com a polícia, a carne era transportada em carros para abatedouros clandestinos e depois era comercializada em pequenos mercados da Região Metropolitana. Conforme o delegado André de Matos Mendes, a organização criminosa é responsável pelo furto de mais de R$ 1 milhão em gado bovino e maquinário agrícola.

 

“A operação leva o nome de Patrulha por ter sido no município de Santo Antônio da Patrulha o abigeato que deu origem à investigação que resultou na descoberta da organização criminosa”, explica Mendes.

 

Segundo os inquéritos policiais, o grupo teria agido nos municípios de Sapucaia do Sul, Canoas, Esteio, Santo Antônio da Patrulha, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Montenegro, Maquiné, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Tapes, Camaquã, Sentinela do Sul, Picada Café, Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Campo Bom. São mais de 20 inquéritos instaurados e com autoria identificada.

 

O delegado Cristiano Ritta afirma que o grupo é bem estruturado e tem funções bem definidas. “Fazendo um organograma da organização criminosa, conseguimos verificar que, além da cadeia hierárquica dentro do grupo, temos os principais receptadores da carne do gado furtado, os proprietários de mercados e o indivíduo que age como uma espécie de intermediador”.

 

Durante a ação, aproximadamente uma tonelada de carne foi apreendida. A polícia informou que o objetivo da operação foi desarticular a maior organização criminosa de abigeato e furtos a propriedades rurais do Rio Grande do Sul.

 

"Uma ação que visa desarticular esse pessoal e tornar o consumo de carne na Grande Porto Alegre, especialmente nessas localidades onde vinha acontecendo o abigeato, mais seguro. A gente pretende também, no decorrer do prazo que nós temos para cumprir os inquéritos policiais, fechar os indiciamentos e atribuir as responsabilidades a cada um dos integrantes da organização criminosa", afirma Mendes.

 

 

 

 

 

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