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Lacalle Pou lidera eleição no Uruguai, mas terá que esperar recontagem

25/11/2019

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O ex-senador de centro-direita Luis Lacalle Pou lidera as eleições presidenciais do Uruguai após o segundo turno de domingo contra o candidato governista Daniel Martínez (esquerda). No entanto, os uruguaios terão que esperar a recontagem dos votos para conhecer o resultado definitivo de uma votação apertada.

 

Segundo o presidente da Corte Eleitoral, José Arocena, "existe um acúmulo de votos observados ou duvidosos que supera em quantidade a diferença de votos emitidos para cada candidato", explicou. A recontagem ou "apuração secundária", norma nas eleições uruguaias, começará nesta terça-feira e pode durar de dois a três dias. 

 

Lacalle Pou, 46 anos, recebeu quase 30 mil votos a mais que Daniel Martínez, 62 anos. A vantagem é consideravelmente menor do que a prevista pelas pesquisas eleitorais. Com a apuração de quase 99% dos votos, a Corte Eleitoral atribui 1,15 milhão de votos para Lacalle Pou e 1,12 milhão para Martínez. 

 

Os votos "observados" alcançam 35 mil e teriam que ser destinados em sua grande maioria para a Frente Ampla para reverter o resultado da primeira apuração a favor de Lacalle Pou.

 

"Há formas de aceitar os resultados. Formalmente saberemos em poucos dias. Lamentavelmente, o candidato do governo não nos ligou nem reconheceu o resultado que, do nosso ponto de vista, é irreversível", disse Lacalle Pou em um discurso pronunciado após o anúncio da decisão do organismo eleitoral. "Além de governar um país, queremos ter uma sociedade de paz e uma sociedade unida", completou, ao pedir paciência e prudência a seus partidários.

 

Lacalle Pou disse que o atual presidente, Tabaré Vázquez, ligou, ao contrário do candidato Martínez. "O presidente, como nós, vai ater-se ao que a Corte afirmará em poucos dias: que a 'coalizão multicolor' venceu a eleição de 24 de novembro", acrescentou.

 

Martinez, que foi o primeiro a falar, fez um discurso veemente no qual não qual não admitiu a derrota e disse a seus simpatizantes que ainda restam "alguns votos a serem contados". "Teremos que esperar para saber o resultado final". 

 

Martinez pediu em tom conciliador a "buscar os entendimentos e as construções que nos permitam pensar em um único país, em um só Uruguai. Governar para as pessoas e evitar qualquer forma de provocação, de confronto", destacou.

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