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  • Douglas Dutra

Piratini inova com atendimento ao idoso


O lugar é colorido, aconchegante e prazeroso. Muitas pessoas chegam na “melhor idade” e ficam ociosos, sem atividades, sem um rumo, só esperando a vida terminar, mas o que se tem visto é que a cada dia, as pessoas alcançam idades avançadas e com qualidade de vida, mas para isso é importante cuidar de sua saúde e mente.

Piratini inaugurou na metade de 2016, o Centro de Convivência do Idoso, com o objetivo de prestar uma assistência especial aqueles com mais de 60 anos, com trabalhos manuais, dança ou mesmo um lugar onde eles possam ter com quem conversar, trocar experiências e sentirem-se vivos.

Alguns trazem na bagagem da vida sofrimento, tristezas ou mesmo muito trabalho duro. Outros, nem tanto, mas sentem no avanço da idade a solidão, pois os filhos já criados ganharam o mundo e seguem suas vidas, seus trabalhos e muitas vezes não tem tempo para os pais.

Eloisa Reyes, diretora da casa, é formada em Tecnologia de Gestão e Recursos Humanos, é auxiliar de enfermagem e cuidadora de idosos, com formação na Universidade Católica de Pelotas, da turma de 99. É a atual presidente do Conselho Municipal do idoso.

Ela conta que essa experiência é nova e vem como uma alternativa diferente às instituições que abrigam idosos de longa permanência. “O nosso objetivo aqui não é deixar ninguém morar aqui, mas ter como um lugar de descontração e, porque não, de aprendizado, pois queremos que eles encontrem algo que eles gostem de fazer, redescobrindo uma nova fase de sua vida”, comenta a diretora.

As atividades são desenvolvidas de terça à sexta-feira, sempre com calendário organizado mensalmente e ainda, dando atenção a datas especiais, como por exemplo, no próximo dia 12, comemoração à Páscoa.

“Só quem vive aqui sabe o presente que ganhamos a cada dia”, ratifica Eloisa ao falar do trabalho desenvolvido, porque todos têm mais de 60 anos de registro de nascimento, mas parecem ter apenas 15 quando entram pela porta da frente do centro.

A casa conta ainda com alguns quartos para a “sestea”, sala de reuniões, para atividades físicas e um refeitório que, às vezes, vira uma gigante sala de cinema.

Eloisa trabalha com uma equipe reduzida de funcionários, mas conta com o auxílio de muitos voluntários, seja às práticas artesanais ou mesmo como uma companhia. “Eu sinto hoje uma leveza na minha alma, porque sempre trabalhei com a dor e hoje trabalho com algo que faz as pessoas felizes”, ratifica.

O Centro de Convivência do Idoso é como se fosse um braço do CRAS, como forma preventiva ao idoso.