ESPECIAL MULHERES: Fio Farroupilha, a marca criada pela Piratiniense que conquistou o Estado
- Larissa Moraes

- 3 de mai. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de mai.

O Fio farroupilha começou há mais de 10 anos, onde um grupo de mulheres se reunia na associação comunitária da ponte do império, e junto à EMATER descobriram a lã e suas derivações de artesanato.
Por ser criadora de ovinos com o marido, Andrea já era uma frequentadora assídua da feovelha e amante da lã e suas derivações, e diz que sentia muita vontade de fazer algo neste sentido e não se acomodar apenas à função do marido.
“Cada uma das integrantes do grupo tinham seus talentos, algumas no crochê, outras no tricô. Então juntamos tudo isso e montamos um grupo de artesanato em lã, e começamos a expor”, relata ela que hoje proprietária da marca.
Simultaneamente, Marina Sinotti (veterinária da Emater), chegou ao município e começou o trabalho junto ao grupo. A partir daí, os estudos foram se aprimorando e o grupo expondo, crescendo e se unindo à associações como a do Passo da Canoa e do Barrocão – formadas também somente por mulheres.
Porém, como todo trabalho de qualidade, a marca chegou a um momento que precisou de investimento maior para se expandir, e, nesse momento, a mão de obra do restante do grupo começou a diminuir, até que restou apenas Andreia e sua mãe, que hoje administram a Fio Farroupilha.

“O apoio da minha mãe e da minha filha, que sempre estão dispostas a me auxiliar foi fundamental.” Andrea continua morando no interior e cuidando desde o início da produção, pela lã de suas ovelhas, cuida também das áreas de venda, administração, marketing e contabilidade da empresa.
Marina Sinotti relata: “Um dos maiores motivos da minha admiração por Andrea, é que não é somente uma peça para te proteger do frio, não é só o tricô, não é só o crochê. É uma combinação de cores, é um estudo em cima do que é tendência, da temática do pampa, da moda. Esse é o diferencial.”.
Há anos a marca fio farroupilha já tem seu lugar consagrado em feiras de lã de todo Rio Grande do Sul, inclusive na Expointer, que é a vitrine do segmento no Estado, e também realiza as vendas de suas peças (todas artesanais e detalhadas manualmente desde a qualidade do ovino e sua lã, o que as torna únicas), também no seu site.

Ateliê onde as peças são produzidas artesanalmente
Andrea ainda diz: “havia uma lacuna a ser preenchida, um publico que precisava desse produto, que não tinha na região.” E conclui: “a gente tem que se adaptar as necessidades atuais, seguindo o tradicional.”.
O lançamento da coleção 2018 Fio Farroupilha aconteceu recentemente nas dependências externas do Museu Histórico Farroupilha. E a entrada, 1kg de alimento não perecível, arrecadou alimentos que foram repassados para a APAE de Piratini.
Para mais informações sobre a marca, acesse: https://www.facebook.com/FioFarroupilha/



















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