• Redação

Risco de desabamento causa bloqueio total da BR-471 em Rio Grande

Um problema no sistema de drenagem da Estação Ecológica do Taim causa bloqueio total na BR-471, na altura do km 537, em Rio Grande. A interrupção, que começou na madrugada desta sexta-feira (24), causa transtornos tanto para quem acessa o Rio Grande do Sul via Santa Vitória do Palmar quanto para quem trafega em direção ao sul do Estado.

A alternativa para quem está no Uruguai é utilizar rodovias internas do país até acessar a BR-116 em Jaguarão. No sentido contrário, o motorista terá que utilizar a BR-116 até o país vizinho, também pela região de Jaguarão, evitando a BR-471 via Rio Grande.


Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motivo da interdição está relacionado ao sistema de drenagem da pista, que causou danos no asfalto. Conforme a corporação, há risco de desabamento no trecho — uma grande ruptura por baixo da rodovia foi identificada.


— Nunca tinha acontecido algo como isso neste trecho. Ontem (quinta-feira) começamos a notar os problemas na via, mas foi intensificado durante a madrugada. Se não bloqueássemos, tínhamos risco de ter algum veículo caindo no local — disse o chefe da PRF no sul do Estado, Fabiano Goia.


Técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estão no local para avaliar as causas do problema e o que deve ser feito. Não há previsão para liberação do trecho, de acordo com a PRF.


— Não temos previsão de criar um caminho alternativo ali. Para executar, teríamos que ter uma análise do impacto ambiental que seria causado. Por enquanto, a única alternativa é pelo Uruguai — afirmou Goia.


Impactos na região

Apesar de recente, o bloqueio na BR-471 já impacta em municípios da região. O prefeito do Chuí, Marco Antonio Vasques, lembra que a rodovia é uma das únicas vias de acesso à cidade, além de ser a principal entrada e saída do Uruguai pela Zona Sul do Estado.


— Estamos em um período de férias, muitos estrangeiros chegando ao Brasil, e o trafego aumenta bastante nesta época do ano. A situação é muito complicada — conta.


Além da preocupação com os estrangeiros, a área de saúde no município também gera atenção. Segundo Vasques, pelo menos duas ambulâncias que levaram pacientes com doenças cronicas até Pelotas precisam retornar à cidade.


— Já recebemos o contato dos motoristas que estão em Pelotas e querem saber como voltar. Estou em contato com eles para ver a melhor saída pra todo mundo — disse o prefeito em entrevista à Gaúcha Zona Sul.


Por Noele Scur e Frederico Feijó em GaúchaZH

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